domingo, 17 de janeiro de 2010

PRINTA EU GALVÃO!


Há um tempo atrás surgiu na mídia uma discussão acerca do politicamente correto. Tudo começou com um tweet do comediante do CQC Danilo Gentili, que fez uma piada que muitos acharam preconceituosa ao comparar um jogador de futebol com o King Kong. Daí alguns programas como o MTV Debate e o Happy Hour do GNT trouxeram o assunto a tona: até onde o humor pode ir? As piadas tem limites?
Bom, todo mundo sabe que sem ofensa não há humor, e todo mundo sabe também que brasileiro é um povo que adora piada. Mas o problema é que brasileiro é um povo bem hipócrita também. Gosta de rir dos outros, mas quando o humor cai sobre si mesmo, fica ofendido. Essa semana me envolvi numa situação em que uma piada minha no twitter causou um mal estar e gerou até e-mail em mailing list. Ora, se a desgraça é minha eu não posso fazer piada? E se faço piada, isso quer dizer que eu não dou a mínima? É a mesma coisa de dizer que quem ri de uma piada de gay, judeu ou loira pensa mesmo que esses indivíduos são inferiores. Piada não corrobora opinião e não quer dizer que a pessoa que a faz pensa da mesma forma que o motivo do humor nela contida. É só válvula de escape, isso deveria ser sabido por ser tão óbvio.
O fato é que limites no humor são necessários, e talvez até mesmo a minha piada tenha ultrapassado algum pelo tempo recente em que foi feita, mas há de saber que cada um enfrenta os problemas como quer, e fazer piada pode ser um deles. Tenho direito de fazer piada com a minha desgraça, ainda mais no MEU twitter.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Lado negro da Força


Ontem eu assistia a reprise do Saia Justa e alguma das saias, não me lembro qual, disse que quando fazemos uma coisa muito errada, ou quando estamos numa crise muito aguda, o melhor é ficar sozinho. Eu nunca pensei na solidão como algo bom, ou como ferramenta para qualquer reparo, mas depois da simples afirmação da apresentadora, comecei a pensar. A primeira coisa que acontece quando eu estou em crise é falar com alguém, buscar ajuda e atenção. Mas será que isso realmente ajuda? Compartilhar é a melhor opção?
Talvez se trancar com seus próprios demônios seja uma solução além de mais corajosa, mais eficaz. Ninguém realmente entende o que a gente sente, ninguém nos conhece tão bem quanto nós mesmos, e ficar sozinho, tendo que lidar com os próprios defeitos e erros é assustador. Ninguém quer saber que é o Darth Vader, a mínima possibilidade disso é alarmante, mas o confronto é necessário, e o lado negro pode não ser tão ruim assim.

PS. Me sinto a Martha Medeiros escrevendo essas coisas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Strange Love

Continuando com a preguiça de deixar letristas falarem por mim, aí vai o link do vídeo de Strange Love.

http://www.youtube.com/watch?v=E-iMe3YVUvU&feature=related

"Strange love
Even though you hurt me I feel blessed love
Baby I'm your puppet on a string
Making me tumble and swing
Trouble's what you bring
Strange love
Strange love

Strange how
You control my every little move now
Hanging from your strings is all I know
Starring in your puppet show
Never let me go
Strange love[...]"

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mania brega

Tem coisa mais brega do que se achar em letras de músicas? Deixar alguém falar por você sempre me pareceu falta de criatividade e preguiça. Mas de uns tempos para cá, na verdade mais com a influência do namorado, tenho começado a enxergar (ouvir) situações convenientes, nas quais o compositor arranca primeiro do que a gente o som da situação. Hoje, Paulinho da Viola, cantou aqui pra mim no MediaPlayer algo que talvez não pudesse ser mais pertinente:

"Toda saudade tem suas dores

Todo pecado um dia tem seu perdão

Em minha vida, muitos amores

Nenhum marcou tanto meu coração [...]"

Tirando da cabeça aquelas pessoas que acham que acham que até a Sexy Bitch do Akon é a música da vida delas, realmente há momentos genuínos de reconhecimento, em que o esperto do letrista rouba e exterioriza primeiro o que nós diríamos se não fossemos tão preguiçosos.

Ano novo, erros novos

Nunca fui bom em administrar relacionamentos, mas achei que nesse atual eu estava me saindo muito bem. Como meus parâmetros são romances e personagens de filmes , não estava sendo nem Bentinho nem Madame Bovary, nem a Alice do Closer nem o Sebastian do Segundas Intenções. Daí que semana passada dei uma mancada daquelas, mas sem o menor objetivo de magoar. Fui mal interpretado, ou melhor, me interpretei mal, mas admito mea culpa. Estrago feito, hora de controle de danos. E eu, que pensei que fosse um expert nessa ultima tarefa, acabei me estrepando.
Tenho a já antiga mania de roteirizar as coisas da minha vida, as situações, os dramas. Isso exlica muito sobre mim, mas às vezes, como no caso do filme No Começo ao Fim, um bom roteiro não basta. Daí que me veio, acolhido em minhas aconchegantes metáforas, que eu posso ser um bom roteirista, mas peco muito como diretor. Eu penso bem, escrevo e arquiteto bem, mas falho nas realizações. Então, eu espero que nesse ano de 2010, espíritos de luz como Tarantino me iluminem e me ajudem a ser um bom roteirista/diretor, para quem sabe, em 2011, me torne produtor também.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos namorados e The Killers


Hoje concluí que não há maneira de fugir do Dia dos Namorados. Se você está namorando, é obrigado a comemorar. Se não está, não pode dizer que não liga, pois todo mundo vai achar que é recalque por estar sozinho. Então ou você comemora ou fica arrasado, porque na sociedade ocidental, a felicidade é traduzida em se ter um relacionamento.
Daí enquanto estou aqui pensando se eu compro uma camisa do The Killers e me dou de presente, e se vejo depois um filme de terror qualquer (com bastante gritos de preferência), descobri que a banda de Brandon Flowers tá de clipe novo, o A Dustland Fairytale, quarto e ótimo single do Day and Age. O clipe não fica atrás também, muito bem feito e dirigido, imagens ótimas. O que me continua incomodando é a magreza de Brandon.
Anyway, é possível que a banda de Las Vegas venha mais uma vez ao Brasil, já que o próprio vocalista confirmou shows na América Latina no fim do ano. Apesar de não ter citado o Brasil, é difícil que eles venham a Argentina, Peru e Chile e não toquem também por aqui. Bom, uma confirmação de show já serviria de presente de Dia dos Namorados para mim...

PS.: O que passou a me incomodar nessa semana, após um comentário de um amigo, é o porque de as pessoas traduzirem Dia dos Namorados para Valentine's Day, em inglês. Cara, aqui no Brasil não é dia de São Valentim!

Justin Timberlake no Brasil?


Olha, sabe aquela coisa brega que você gosta mas tem vergonha? O ex *NSync Justin Timberlake figura nessa categoria para mim. Lembro que ouvi seu último CD no repeat durante semanas no ano passado, e não me aguento quando ouço musica dele na pista. Daí que o cara está devendo uma vinda ao Brasil, e julgando pela sua ultima mensagem no Twitter, parece que a vontade não é só dos fãs. Justin postou, e português: E ai pessoal! Ainda nao sei quando, mas adoraria poder tocar no Brasil em breve.
Ainda no site oficial de JT, ele fala de música brasileira, e cita bandas como CSS, Bonde do Rolê e Montage. Como estava falando com uma amiga dias atrás, já vai chegar a hora de ir na Marisa, comprar trinta calcinhas e levar para jogar durante o show.