
Há um tempo atrás surgiu na mídia uma discussão acerca do politicamente correto. Tudo começou com um tweet do comediante do CQC Danilo Gentili, que fez uma piada que muitos acharam preconceituosa ao comparar um jogador de futebol com o King Kong. Daí alguns programas como o MTV Debate e o Happy Hour do GNT trouxeram o assunto a tona: até onde o humor pode ir? As piadas tem limites?
Bom, todo mundo sabe que sem ofensa não há humor, e todo mundo sabe também que brasileiro é um povo que adora piada. Mas o problema é que brasileiro é um povo bem hipócrita também. Gosta de rir dos outros, mas quando o humor cai sobre si mesmo, fica ofendido. Essa semana me envolvi numa situação em que uma piada minha no twitter causou um mal estar e gerou até e-mail em mailing list. Ora, se a desgraça é minha eu não posso fazer piada? E se faço piada, isso quer dizer que eu não dou a mínima? É a mesma coisa de dizer que quem ri de uma piada de gay, judeu ou loira pensa mesmo que esses indivíduos são inferiores. Piada não corrobora opinião e não quer dizer que a pessoa que a faz pensa da mesma forma que o motivo do humor nela contida. É só válvula de escape, isso deveria ser sabido por ser tão óbvio.
O fato é que limites no humor são necessários, e talvez até mesmo a minha piada tenha ultrapassado algum pelo tempo recente em que foi feita, mas há de saber que cada um enfrenta os problemas como quer, e fazer piada pode ser um deles. Tenho direito de fazer piada com a minha desgraça, ainda mais no MEU twitter.



