quinta-feira, 8 de abril de 2010

O amor não está perdido


Quem assiste Lost sabe o quanto é fofo o amor entre os personagens de Penny e Desmond. Partindo do batido clichê de moço pobre se apaixona por moça rica e pai da moça despreza o moço, os roteiristas da série souberam com maestria costurar um romance moderno e relevante, em meio a uma trama que sempre procurou valorizar tanto os mistérios existenciais da série, quanto as relações pessoais ditas "mais básicas".
Sempre tive um pouco de raiva de alguns fãs de Lost que chamavam os romances e outras relações na série de encheção de linguiça. Meu argumento era sempre de que, se a trama acontece com humanos e entre personagens tão bem construídos, era lógico que teríamos esse tipo de subtrama. Pra mim, as pessoas que queriam só ação, deveriam é ver 24 Horas, CSI, ou esse monte de série policial aí que sai pelo ladrão de canais como o mesmo AXN que exibe Lost aqui no Brasil. Os mistérios da ilha sempre foram tão importantes quanto os mistérios pessoais de cada personagem, e isso que torna a série uma das mais interessantes da televisão.
Daí que o episódio dessa semana, o 6x11 Happily After Ever veio como uma afirmação a esses críticos de que sim, as relações entre os Losties são tão importantes quanto os bad numbers, a Dharma Iniciative, Jacob e Man in Black etc. No episódio focado em Desmond, houve pela primeira vez um real contato entre a realidade na qual os personages estão ainda na ilha e a realidade paralela causada pela detonação da bomba que impediu que o 815 sofresse o acidente que deu o start da saga. E esse contato foi devido a quê? Ao amor que Desmond sentia por Penny na realidade do acidente. Mesmo em situação paralela, onde o brotha não conhecia a filha de Widmore, Des conseguiu lembrar do amor que sentia pela loira. A mesma coisa aconteceu com Charlie (que consegue ser tão chato na realidade paralela quanto era na ilha) que lembra de Claire e Daniel, que lembra de seus sentimentos pela ruiva Charlotte. Distantes e separados por fatores que ainda são sabemos explicar, as realidades se tocaram graças a uma única coisa: o amor. Dessa forma, Lost mostrou que acima de tudo, o que fica é o amor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Kate Winslet Vampira


O que consegue chamar mais atenção numa matéria do Ego do que a cara e o bronzeado de Gracyanne Barbosa? É perceber que tem gente do site que acha que a ganhadora do Oscar Kate Winslet integrou o elenco de Crepúsculo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Borboletas ou Tie Dye


Hoje estava conversando com uma amiga que terminou o relacionamento há dois dias. Não pode-se dizer que teminou no carnaval, pois ela mora fora do país. Daí que conversávamos sobre fim de namoros, que eu era muito bom nisso e talz, e poderia aconselhar (ironia MODE ON), mas que na verdade o fim de alguma coisa é menos importante do que a coisa em si. O que conta é o tempo em que a coisa aconteceu, os momentos, os fatos. Então lembrei do que um amigo que há pouco tempo, para falar sobre o fim da relação, usou a metáfora das borboletas. Disse que para ele, cada ex é como se fosse uma borboleta que ele pendura na parede, que mesmo que não esteja mais viva, ainda é bonita e traz boas lembranças. Já a minha metáfora para ex é roupa fora da moda. O que aconteceu com o meu último ex por exemplo, é que nem Tie Dye - eu já usei, e foi de boa enquanto eu usava, mas depois que a moda passou, acho nada menos do que ridículo o fato de eu ter usado. E meus últimos namoros apesar de menos difíceis e mais proveitoso do que o último, também foram assim, como calças boca de sino, calças capri - só fizeram sentido nos respectivos tempos. Mas daí podem vir dizendo que a moda é cíclica, as coisas voltam a moda, mas me diga: você se conidera disposto a algum dia voltar a usar Tie Dye,mesmo que a Colcci faça uma coleção inteira com esse tipo de estampa? Acho que já adivinhei a resposta...

domingo, 17 de janeiro de 2010

PRINTA EU GALVÃO!


Há um tempo atrás surgiu na mídia uma discussão acerca do politicamente correto. Tudo começou com um tweet do comediante do CQC Danilo Gentili, que fez uma piada que muitos acharam preconceituosa ao comparar um jogador de futebol com o King Kong. Daí alguns programas como o MTV Debate e o Happy Hour do GNT trouxeram o assunto a tona: até onde o humor pode ir? As piadas tem limites?
Bom, todo mundo sabe que sem ofensa não há humor, e todo mundo sabe também que brasileiro é um povo que adora piada. Mas o problema é que brasileiro é um povo bem hipócrita também. Gosta de rir dos outros, mas quando o humor cai sobre si mesmo, fica ofendido. Essa semana me envolvi numa situação em que uma piada minha no twitter causou um mal estar e gerou até e-mail em mailing list. Ora, se a desgraça é minha eu não posso fazer piada? E se faço piada, isso quer dizer que eu não dou a mínima? É a mesma coisa de dizer que quem ri de uma piada de gay, judeu ou loira pensa mesmo que esses indivíduos são inferiores. Piada não corrobora opinião e não quer dizer que a pessoa que a faz pensa da mesma forma que o motivo do humor nela contida. É só válvula de escape, isso deveria ser sabido por ser tão óbvio.
O fato é que limites no humor são necessários, e talvez até mesmo a minha piada tenha ultrapassado algum pelo tempo recente em que foi feita, mas há de saber que cada um enfrenta os problemas como quer, e fazer piada pode ser um deles. Tenho direito de fazer piada com a minha desgraça, ainda mais no MEU twitter.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Lado negro da Força


Ontem eu assistia a reprise do Saia Justa e alguma das saias, não me lembro qual, disse que quando fazemos uma coisa muito errada, ou quando estamos numa crise muito aguda, o melhor é ficar sozinho. Eu nunca pensei na solidão como algo bom, ou como ferramenta para qualquer reparo, mas depois da simples afirmação da apresentadora, comecei a pensar. A primeira coisa que acontece quando eu estou em crise é falar com alguém, buscar ajuda e atenção. Mas será que isso realmente ajuda? Compartilhar é a melhor opção?
Talvez se trancar com seus próprios demônios seja uma solução além de mais corajosa, mais eficaz. Ninguém realmente entende o que a gente sente, ninguém nos conhece tão bem quanto nós mesmos, e ficar sozinho, tendo que lidar com os próprios defeitos e erros é assustador. Ninguém quer saber que é o Darth Vader, a mínima possibilidade disso é alarmante, mas o confronto é necessário, e o lado negro pode não ser tão ruim assim.

PS. Me sinto a Martha Medeiros escrevendo essas coisas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Strange Love

Continuando com a preguiça de deixar letristas falarem por mim, aí vai o link do vídeo de Strange Love.

http://www.youtube.com/watch?v=E-iMe3YVUvU&feature=related

"Strange love
Even though you hurt me I feel blessed love
Baby I'm your puppet on a string
Making me tumble and swing
Trouble's what you bring
Strange love
Strange love

Strange how
You control my every little move now
Hanging from your strings is all I know
Starring in your puppet show
Never let me go
Strange love[...]"

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mania brega

Tem coisa mais brega do que se achar em letras de músicas? Deixar alguém falar por você sempre me pareceu falta de criatividade e preguiça. Mas de uns tempos para cá, na verdade mais com a influência do namorado, tenho começado a enxergar (ouvir) situações convenientes, nas quais o compositor arranca primeiro do que a gente o som da situação. Hoje, Paulinho da Viola, cantou aqui pra mim no MediaPlayer algo que talvez não pudesse ser mais pertinente:

"Toda saudade tem suas dores

Todo pecado um dia tem seu perdão

Em minha vida, muitos amores

Nenhum marcou tanto meu coração [...]"

Tirando da cabeça aquelas pessoas que acham que acham que até a Sexy Bitch do Akon é a música da vida delas, realmente há momentos genuínos de reconhecimento, em que o esperto do letrista rouba e exterioriza primeiro o que nós diríamos se não fossemos tão preguiçosos.