domingo, 3 de janeiro de 2010

Strange Love

Continuando com a preguiça de deixar letristas falarem por mim, aí vai o link do vídeo de Strange Love.

http://www.youtube.com/watch?v=E-iMe3YVUvU&feature=related

"Strange love
Even though you hurt me I feel blessed love
Baby I'm your puppet on a string
Making me tumble and swing
Trouble's what you bring
Strange love
Strange love

Strange how
You control my every little move now
Hanging from your strings is all I know
Starring in your puppet show
Never let me go
Strange love[...]"

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mania brega

Tem coisa mais brega do que se achar em letras de músicas? Deixar alguém falar por você sempre me pareceu falta de criatividade e preguiça. Mas de uns tempos para cá, na verdade mais com a influência do namorado, tenho começado a enxergar (ouvir) situações convenientes, nas quais o compositor arranca primeiro do que a gente o som da situação. Hoje, Paulinho da Viola, cantou aqui pra mim no MediaPlayer algo que talvez não pudesse ser mais pertinente:

"Toda saudade tem suas dores

Todo pecado um dia tem seu perdão

Em minha vida, muitos amores

Nenhum marcou tanto meu coração [...]"

Tirando da cabeça aquelas pessoas que acham que acham que até a Sexy Bitch do Akon é a música da vida delas, realmente há momentos genuínos de reconhecimento, em que o esperto do letrista rouba e exterioriza primeiro o que nós diríamos se não fossemos tão preguiçosos.

Ano novo, erros novos

Nunca fui bom em administrar relacionamentos, mas achei que nesse atual eu estava me saindo muito bem. Como meus parâmetros são romances e personagens de filmes , não estava sendo nem Bentinho nem Madame Bovary, nem a Alice do Closer nem o Sebastian do Segundas Intenções. Daí que semana passada dei uma mancada daquelas, mas sem o menor objetivo de magoar. Fui mal interpretado, ou melhor, me interpretei mal, mas admito mea culpa. Estrago feito, hora de controle de danos. E eu, que pensei que fosse um expert nessa ultima tarefa, acabei me estrepando.
Tenho a já antiga mania de roteirizar as coisas da minha vida, as situações, os dramas. Isso exlica muito sobre mim, mas às vezes, como no caso do filme No Começo ao Fim, um bom roteiro não basta. Daí que me veio, acolhido em minhas aconchegantes metáforas, que eu posso ser um bom roteirista, mas peco muito como diretor. Eu penso bem, escrevo e arquiteto bem, mas falho nas realizações. Então, eu espero que nesse ano de 2010, espíritos de luz como Tarantino me iluminem e me ajudem a ser um bom roteirista/diretor, para quem sabe, em 2011, me torne produtor também.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos namorados e The Killers


Hoje concluí que não há maneira de fugir do Dia dos Namorados. Se você está namorando, é obrigado a comemorar. Se não está, não pode dizer que não liga, pois todo mundo vai achar que é recalque por estar sozinho. Então ou você comemora ou fica arrasado, porque na sociedade ocidental, a felicidade é traduzida em se ter um relacionamento.
Daí enquanto estou aqui pensando se eu compro uma camisa do The Killers e me dou de presente, e se vejo depois um filme de terror qualquer (com bastante gritos de preferência), descobri que a banda de Brandon Flowers tá de clipe novo, o A Dustland Fairytale, quarto e ótimo single do Day and Age. O clipe não fica atrás também, muito bem feito e dirigido, imagens ótimas. O que me continua incomodando é a magreza de Brandon.
Anyway, é possível que a banda de Las Vegas venha mais uma vez ao Brasil, já que o próprio vocalista confirmou shows na América Latina no fim do ano. Apesar de não ter citado o Brasil, é difícil que eles venham a Argentina, Peru e Chile e não toquem também por aqui. Bom, uma confirmação de show já serviria de presente de Dia dos Namorados para mim...

PS.: O que passou a me incomodar nessa semana, após um comentário de um amigo, é o porque de as pessoas traduzirem Dia dos Namorados para Valentine's Day, em inglês. Cara, aqui no Brasil não é dia de São Valentim!

Justin Timberlake no Brasil?


Olha, sabe aquela coisa brega que você gosta mas tem vergonha? O ex *NSync Justin Timberlake figura nessa categoria para mim. Lembro que ouvi seu último CD no repeat durante semanas no ano passado, e não me aguento quando ouço musica dele na pista. Daí que o cara está devendo uma vinda ao Brasil, e julgando pela sua ultima mensagem no Twitter, parece que a vontade não é só dos fãs. Justin postou, e português: E ai pessoal! Ainda nao sei quando, mas adoraria poder tocar no Brasil em breve.
Ainda no site oficial de JT, ele fala de música brasileira, e cita bandas como CSS, Bonde do Rolê e Montage. Como estava falando com uma amiga dias atrás, já vai chegar a hora de ir na Marisa, comprar trinta calcinhas e levar para jogar durante o show.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fucking Hipsters

“I try to dress like a rapper in a Michel Gondry movie.”

Hipster é um termo utilizado para denominar esse novo nicho social composto de adolescentes modernosos, adeptos à uma tentativa de fuga/perseguição do mainstream, que ouvem música quase sempre boa, mas se vestem numa mistura de new rave com geek, quase como num encontro entre Seth Cohen e Lady Gaga.
Daí eu estou morrendo de rir com um blog que descobri via Twitter, o Look at This Fucking Hipster, com fotos de espécimes dessa tendência. A foto que mais gostei foi a que postei acima, com a descrição mais perfeita de todos os tempos: Tentei me vestir como um rapper num filme de Michel Gondry. Perfeito!

sábado, 23 de maio de 2009

Botox em Desperate Housewives


Odeio quando uma série que eu acompanho começa a cair de qualidade. É algo muito não válido você ver os roteiristas errando, enrolando, se repetindo. É ruim quando ao assistir um episódio de série ou mesmo um filme que seja você consegue perceber a presença da equipe que produz, ou seja, você consiga sair da realidade apresentada e note que é uma realidade controlada, e no pior caso, mal conduzida. Acho que em ficção visual temos que, pelo menos em um primeiro momento, mergulhar na realidade da história e pensar que ela se movimenta e contece por conta própria. Tudo bem quando vemos um filme do Tarantino, por exemplo, e reconhemos os diálogos ou quando reconhecemos a estética de Tim Burton em suas produções, nada que atrapalhe a verossimilhança da produção. Mas quando sentimos que a história se conduz pelas mãos de alguém, e isso geralmente acontece quando percebemos erros, é o maior corta tesão.
Isso atualmente acontece numa das minhas sérias preferidas, a qual acompanho há cinco anos - Desperate Housewives.
O que me seduziu de inicio na série foi a inteligência do humor por vezes negro, presente em cenas simples, a construção bem arranjada dos personagens e a história aparentemente inocente. As donas de casa viviam ali, aconteciam por si mesmas, suas ações e reações eram totalemnte verossímeis e condiziam com a personalidade de cada uma. A história central, ou o mistério que cada temporada contava, era desvendada de maneira sutil, e só servia de pano de fundo para assistirmos Bree, Lynette, Susan, Gaby e Edie se relacionar e viver suas vidas de subúrbio americano de maneira inusitada e casual ao mesmo tempo.
DH era uma série que produzia semanalmente cenas marcantes acompanhadas de trilha incidental perfeita, que através do ridículo ia do drama à comédia e comunicava exatamente o desespero que uma vida simples e previsível pode causar. Várias dessas cenas já fazem parte da minha história televisiva, como a da Gaby cortanto grama a noite com um Vera Wang longo, Susan presa no buraco do chão no apartamento do Mike, Bree chorando escondida no banheiro ao visitar Rex no hospital, Lynette entrando na piscina de salto alto para tirar seus filhos ou Edie lavando o carro a là Mariah Carey para seduzir Mike.
Uma pena dizer que parece que a inspiração acabou. Na atual temporada, o que vimos foi uma arrastação sem fim, acompanhada por um mistério óbvio desde a season premiere. As desperates agiram como crianças em várias situações, indo contra às suas personalidades a ao cresimento das mesmas no decorrer do seriado. Marc Cherry perdeu o fôlego visivelmente, e percebemos várias escorregadas do produtor-criador-roteirista da série, figurando como o maior deles a morte sem sentido de Edie, uma as personagens mais ricas e interessantes. As condições da morte de Edie foram ridículas, o seu capítulo despedida foi sofrível e clichê, adjetivo nunca antes tão pertinente ao seriado. E parece que até as atuações, que sempre foram merecedoras de elogios e indicações ao Emmy, caíram na mesmice. Quem continua ainda gerando cenas interessantes e divetidas é Gaby Solis, personagem da ótima Eva Longoria, que carregou vários episódios dessa season nas costas e me impediu de dormir durante vários deles.
A série parece ser rondada por uma preguiça geral, tanto por parte dos produtores quanto do elenco. Talvez o cansaço de cinco temporadas seja a causa. Mesmo com tanta make up, botox e figurino, as marcas da idade começam a aparecer, senão nas atrizes, no programa em geral.